Diego Machado — produtor rural no Cerrado goiano. Traduzo o agro pra quem produz e pra quem consome.
Mineiro de raiz, produtor no Cerrado goiano há mais de sete anos.
Conduz a operação de uma fazenda de grande escala de soja e safrinha no coração do agronegócio brasileiro. Desde 2022, também opera áreas próprias — somando à gestão a vivência diária de quem vive do que planta.
No digital, deixou de ser uma página de Instagram e virou voz: o produtor que traduz a realidade legítima do campo pra quem produz e pra quem consome. Sem caricatura, sem narrativa importada, sem agenda partidária.
Marcas que se associam ao Dieego Agro não compram alcance. Compram transferência de credibilidade — a confiança de quem está com a mão na terra.
Tem semana que a notícia chega pesada. E essa foi uma delas. Os números não mentem: os pedidos de recuperação judicial no agro bateram recorde, com quase dois mil processos no último ano — um salto de mais de 50% num período só. No Banco do Brasil, cerca de 20 mil produtores ligados ao agro estão inadimplentes, e a maioria deles nunca tinha atrasado um pagamento na vida.
Eu poderia parar por aqui e te deixar com o nó na garganta. Mas não é pra isso que eu escrevo.
Porque a outra metade da história também é verdade. Esse mesmo campo que está endividado é o campo que colheu a maior safra de grãos da história do Brasil. É o campo que sustenta quase um quarto do PIB nacional, que emprega milhões de famílias, que põe comida na mesa de gente que nunca vai saber o nome de quem plantou...
A crise é real — e quem te disser que não é, não pisou numa lavoura ultimamente. Juros nas alturas, insumo caro, preço de commodity lá embaixo. Teve marca grande que até recuou de feira esse ano, como recado pras autoridades de que o setor está sufocado. É grave. Precisa de crédito justo, de política agrícola séria, de quem olhe pra quem produz.
Mas tem uma coisa que juro nenhum consegue penhorar: a teimosia de quem vive da terra. O produtor brasileiro já passou por seca, por praga, por plano econômico maluco, por porteira fechando. E plantou de novo. Sempre plantou de novo.
Eu não escrevo isso pra fingir que está tudo bem. Escrevo porque já vi gente forte demais se sentindo sozinha. E você não está. Se a sua safra foi difícil, levanta a cabeça: o ciclo é assim mesmo, ano ruim ensina o que ano bom esconde. Cuida da sua saúde, cuida da sua família, e procura ajuda quando o peso for grande demais pra carregar sozinho — ajuda financeira, jurídica e, principalmente, psicológica. Tudo isso existe e é direito seu. O campo perde gente demais pro silêncio: pedir ajuda é coragem, não fraqueza.
O agro não para porque o agro é gente. E gente que acredita, recomeça. Semana que vem tem mais. Estamos junto, meu povo.
Umidade do solo, janela de plantio, escolha de cultivar. As decisões que tomo na minha área antes de cada safra começar — e por que cada uma importa no bolso lá na frente.
Ler artigo completo →Você ouve falar em safra e safrinha, mas qual a diferença? Explico de um jeito simples por que a "segunda safra" hoje produz mais milho que a primeira no Brasil.
Ler artigo completo →Acabei de terminar esse clássico. O que um livro de 1936 tem a ensinar pra quem vive de relação no campo e no digital? Mais do que eu esperava. Minha opinião sincera.
Ler resenha completa →Cadastre abaixo pra ler o restante desta edição e receber a Carta toda quinta-feira, direto na sua caixa de entrada.
Se a sua marca quer falar com o produtor brasileiro com legitimidade — e construir presença duradoura no setor que mais cresce no país — vamos conversar.